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É com enorme satisfação que estamos de regresso a Portugal. Como sabem, estivemos em Saarlouis (Alemanha) no campeonato do mundo de pára-quedismo, entre os dia 27 de Julho e 7 de Agosto.
Durante a nossa presença, realizamos 16 saltos de treino e 8 saltos de competição. Ficou em falta o último salto de competição, a 9ª manga.
A prestação da equipa não atingiu o nível que pretendíamos e que, julgamos nós, reflectiria o esforço e dedicação que antecedeu a nossa vinda ao Campeonato. A equipa estava mais forte que nunca. A pool sorteada não foi exactamente a mais favorável para uma grande média que desejaríamos atingisse valores entre 14 a 16 pontos. Vários factores contribuíram para essa situação. Alguns externos à equipa, outros internos. Os últimos, como parte do processo evolutivo de lições aprendidas seguido pela Atmosfera G4, foram identificados e serão corrigidos na próxima época.
Para os mais próximos de nós, que se interessam verdadeiramente pelo voo de formação, temos ideias e projectos que podem dinamizar esta modalidade em Portugal. Os tempos são de crise, é verdade, mas a nossa paixão cresce intensamente à medida que caminhamos. Os valores monetários que se investem são avultados mas é verdade também que a satisfação conseguida é bastante superior ao gasto. Em suma, é um bom investimento de vida e garantia de história escrita. Esta dura já há mais de três anos num projecto nunca antes visto em terras de Viriato, com as dificuldades e obstáculos que todos conhecem. Esperamos que nos lancem mais e mais difíceis desafios.
… a história da nona ronda… Já do vosso conhecimento também, exige uma explicação antes dos usuais contributos especulativos de quem, por vezes, não faz ideia da situação. Como habitualmente, os padrões de funcionamento da nossa equipa assentam no rigor e disciplina exigidos a um grupo que pretende, em sincronia, apresentar um resultado que se traduz em pontos. Quem já praticou VF sabe que não é fácil coordenar tudo. Mas o nosso método, que gratuitamente administramos e ensinamos a várias equipas (ou grupos de amigos) em Portugal funciona de forma exemplar.
Desde a chegada à DZ, à preparação dos equipamentos, ao treino de solo para o salto até aos intervalos, refeições e, espante-se, as idas ao wc, tudo é previsto e executado. Como faltámos à chamada? Como sempre, deriva de um conjunto de factores contributivos (como nos acidentes, nunca vem um mal só). Após a oitava manga, como costuma acontecer, verificámos a nossa pontuação e, não nos encontrando na primeira metade das equipas julgámos (erradamente) que a nossa equipa não faria parte do grupo das equipas a passar à semi-final (o nono salto). A nossa treinadora também assim julgava e após a aterragem efectuámos o procedimento normal de final de saltos. Dobragem, entrega do vídeo, debriefing, fotos com os equipamentos para postar no site e guardámos o material. Como o tempo esteve sempre muito instável (choveu imenso durante toda a prova), foi decretado um “weather hold” até às 17h00. Como tínhamos reunião de equipa para planeamento da época 2012 não arredámos pé da zona (ao contrário de outras modalidades desportivas, a nossa não se trata de convívios turísticos ou sequer de passeios organizados). Mais ou menos, a nossa estadia resume-se a alojamento-zona-saltos-reunião-alojamento-dormir e depois renova-se o ciclo). O tempo estava horrível pelo que, após a reunião, aproveitámos a proximidade da fábrica da PARATEC, a menos de 50 metros da zona, para efectuar uma visita em que o senhor Stefan Ertler, director gerente, teve a amabilidade de nos explicar o processo de fabrico seguido por este conceituado fabricante. Infelizmente, a insonorização da PARATEC é fora do normal. Estando nós convencidos que não faríamos parte das equipas seleccionáveis para fazer o nono salto, estávamos absolutamente descontraídos (e isolados a menos de 50 metros) das chamadas do manifesto. Em suma, fomos chamados para o embarque e não estávamos presentes na zona de equipas, nem para solicitar um embarque mais tarde, como aconteceu a outras equipas. Ficámos absolutamente estarrecidos quando fomos informados. De qualquer maneira, mesmo as equipas que efectuaram essa ronda, que não as que passaram à final (o 10º salto), não foram classificadas com a pontuação respectiva. Com justificações que não podem ser justificadas, mais uma grande lição que aprendemos.
Ainda esta semana, vamos publicar o nosso plano Atmosfera G4 2011-2012, e apresentar o investimento financeiro da equipa na época anterior, assim podem todos ter uma ideia geral do nosso “pequeno” esforço.
Nuno Lobo Paulo
Atmosfera G4
É com enorme satisfação que estamos de regresso a Portugal. Como sabem, estivemos em Saarlouis (Alemanha) no campeonato do mundo de pára-quedismo, entre os dia 27 de Julho e 7 de Agosto.
Durante a nossa presença, realizamos 16 saltos de treino e 8 saltos de competição. Ficou em falta o último salto de competição, a 9ª manga. A prestação da equipa não atingiu o nível que pretendíamos e que, julgamos nós, reflectiria o esforço e dedicação que antecedeu a nossa vinda ao Campeonato. A equipa estava mais forte que nunca. A pool sorteada não foi exactamente a mais favorável para uma grande média que desejaríamos atingisse valores entre 14 a 16 pontos. Vários factores contribuíram para essa situação. Alguns externos à equipa, outros internos. Os últimos, como parte do processo evolutivo de lições aprendidas seguido pela Atmosfera G4, foram identificados e serão corrigidos na próxima época.

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